Ano XIII - nº 34  |   maio 2020   |   ISSN 1983-2354
» OLHARES DOCENTES

Ler Conceição Evaristo: um ato de resistência na escola básica

“A literatura negra na escola oportuniza uma perspectiva dialógica de ensino de leitura, pois, além de ser uma atividade democrática, discentes e professores podem colocar em pauta observações e apontamentos embasados em suas escrevivências. Esse é um trabalho interventivo e colaborativo, porque ocorre a partir das percepções de alunos e professores refletindo em conjunto sobre os textos lidos e as particularidades do dia a dia de sujeitos não hegemônicos – muitas vezes minimizadas ou excluídas”.

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Relações étnico-raciais no campo educacional e o ensino de ciências: reflexões necessárias para a formação e prática pedagógica de professores de Biologia

“Após 17 anos da aprovação da lei 10.639/2003 muito já foi discutido e a prática pedagógica vem sendo impactada com ações que buscam implementar a referida lei, porém, a formação de professores ainda tem a necessidade de um olhar crítico acerca da inserção de temáticas condizentes com a proposta da lei para o processo formativo dos professores”.

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A voz feminina de Lilia Momplé: arauto a favor da memória das tradições

“A utilização da ficção como arma de resgate de memória e consequente formação do imaginário da identidade nacional, foi um aspecto grandemente disseminado na obra de Lilia Momplé”.

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A manutenção do patrimônio imaterial e cultural

“Dentro das manifestações culturais o reisado apresenta em suas diversas nuances um leque de possibilidades para a manutenção do patrimônio imaterial.”

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Entre laços quilombolas: os fluxos entre Furnas do Dionísio e Tia Eva

“[...] ao ouvir histórias de vida dos quilombolas de Furnas, percebi que falam bastante sobre a comunidade da Tia Eva. Ficou entendido que, algumas vezes, o quilombo urbano de Campo Grande é um dos primeiros destinos escolhidos quando se vai embora de Furnas, de modo que em um segundo momento segue-se para os bairros periféricos de Campo Grande.”

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Vera Duarte e a libertação do desejo feminino em Cabo Verde

“[...] Duarte contrapõe o real, o possível. É um retrato sem artimanhas, sem tentativas para suavizar os problemas sociais existentes no país recém independente, bem como familiar a outras partes do mundo”.

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A escrevivência de Conceição Evaristo: um fator dissipante ao apagamento da mulher negra na literatura produzida no Brasil

“Independentemente do valor estético, os estudiosos de literatura precisam compor um valor ético e de respeito no que se refere ao estudo de literatura. A escrita de Conceição é negra e representativa: é capaz de retratar espaços no tempo, vivências de sujeitos de outras classes, esperanças e ideologias da mulher e da comunidade negra. Não seria esse um dos papéis da literatura? Manifestar realidades por meio da escrita”.

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Guiné-Bissau e sua literatura

“[...] a literatura atual está voltada para a questão de “consciência” da história coletiva, do sentimento de pertencimento, respeitando as singularidades identitárias e culturais de cada grupo étnico [...]”.

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A educação não formal e institucionalização do currículo escolar

“Os saberes e fazeres dos nossos povos são provas vivas que estes conhecimentos não foram todos perdidos, mas sim, estão de certa maneira materializados nas manifestações populares e é nesses momentos que percebemos o que é a educação não formal”.

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A redenção das personagens criadas por Conceição Evaristo devido suas lutas e sofrimentos presentes em seus escritos

“A escrita de Conceição, bem como de tantos outros escritores afro-brasileiros, é engajada e busca recuperar a identidade negra através da cobrança de uma revisão histórica e denúncia da situação em que vivem atualmente os afro-brasileiros.”

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A afirmação identitária na literatura de Guiné Bissau

“Ao dar voz aos subalternos, os escritores recuperam a história do país, numa vertente dos dominados, de forma que fortalece a identidade e cultura desse povo”.

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Paulina Chiziane, por uma nova visão do mundo

“[...] a autora apresenta a situação de opressão da mulher, especialmente a mulher africana, mas não só, buscando desvendar questões culturais que perpetuam a situação de desigualdade das mulheres.”

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Conceição Evaristo e a descolonização da literatura

“Por muito tempo, os grupos subalternizados estiveram excluídos do âmbito literário e por isso, diferentes perspectivas foram silenciadas, apagadas. Nesse contexto, as mulheres negras têm sido duplamente invisibilizadas, pelo sexismo e o racismo estrutural.”

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Os reisados como manifestações culturais: o reconhecimento desta prática como vivência educativa

“Inserir esta prática nas escolas, faculdades e universidades é o reconhecimento de que estes grupos culturais ao realizarem suas práticas em ambientes não-formais estão promovendo a educação não-escolar, uma educação voltada para a construção de valores e princípios que estão permeados nas culturas e tradições locais, pois muitas vezes o currículo sendo um espaço de disputa e poder não privilegia os conteúdos históricos e locais”.

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Bernardo Honwana, voz de contestação e liberdade

“A escrita de Bernardo Honwana rechaça o etnocentrismo europeu, que acabou escondendo as manifestações culturais locais dando lugar à cultura do colonizador e procura abrir um caminho entre seus leitores que crie uma consciência crítica sobre a situação política do país [...]”

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Escrevivências de Conceição Evaristo: A importância da escrita para aqueles que estão às margens da sociedade

“Com as escrevivências de mulheres negras poderá então notar-se que a literatura passa a ser agora o local de fala/ escrita representadas através das ficcionalizações sociais das mesmas”.

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Entre o leão e a bicicleta, uma breve leitura de “O enterro da bicicleta”, de Nelson Saúte

“No conto “O enterro da bicicleta”, é possível perceber um panorama do interior do país frente ao que se sucedeu à independência”.

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Infância Perdida de Ernesto Lara Filho

“Sabe-se já que o texto poético requer uma análise, meditação muito concentrada para poder descodificar a linguagem simbólica, subjetiva que ele apresenta”

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O afeto construído dentro das manifestações culturais com a ludicidade

“Dentro da folia de reis os brincantes utilizam roupas de cores vibrantes dando enfoque a forma lúdica que atraem as pessoas para a importância da tradição [...]”

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Descobrindo Mia Couto

“A literatura se afirma como uma ciência transdisciplinar porque perpassa diversas áreas, por ela somos capazes de interpretarmos diversos aspectos geográficos, históricos, sociológicos e outros”.

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O retrato da mulher negra: do passado a contemporaneidade

“[...] o espaço de uma mulher negra na literatura ainda é um sinônimo de estranhamento e de exceção à regra. Levando-se em consideração estes aspectos, a escritora Conceição Evaristo representa a luta social vivenciada por mulheres negras”.

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Escolas Quilombolas, lutas também pela Educação

“As práticas pedagógicas que fazem diferenças tendem a ser aquelas que estejam em sintonia com suas questões diárias e isso passa por uma linguagem mais acessível construída a partir de suas realidades sem deixar de lado os demais contextos como o uso das tecnologias atuais”.

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Da Evaristo às palavras e vice-versa

“[...] Conceição Evaristo demonstra por meio de seu manejo de palavras um enfrentamento entre o colonizador e o colonizado a partir de um embate político-linguístico, promovendo ensinamentos antirracistas e anti-meritocrata [...]”

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Breves considerações sobre os conceitos de história, nacionalismo e identidade, em Mia Couto

“A produção literária de Mia Couto, assim como a de qualquer outro escritor ou escritora dos PALOP, demanda um conhecimento das estruturas políticas, econômicas, culturais e sociais das ex-colônias portuguesas, em África. [...]”

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A importância do reconhecimento das Unidades Escolares Quilombolas

“Na área da educação, a necessidade de formular políticas que corroborem com a elevação da escolaridade das comunidades quilombolas articula-se com o reconhecimento de que os quilombos são territórios patrimoniais que educam.”

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As vozes femininas que ecoam através do projeto de declamação na escola, através da leitura de Conceição Evaristo

“Justifica-se esse projeto pelo caráter multidisciplinar que ele propõe, pelo movimento dialético em que ele opera com as matrizes étnicas e orais provindas do universo africano e pela necessidade de contribuir com a leitura crítica de mundo por parte dos estudantes, conhecendo práticas que o ajudarão a encarar sua cultura como fruto da amplidão de povos que tematizaram a vida em suas mais diversas possibilidades poéticas”.

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História de minha história – Literatura de Isabel Ferreira

“[...] considerando o contexto de seu país no pós-guerra, sua poesia enfatiza a retomada da esperança e a construção da identidade nacional, anseio dos tempos modernos”

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Literatura Indígena na sala de aula

“Uma das formas de conhecer e de incentivar a valorização dos povos indígenas na escola é trabalhar com obras literárias escritas por autores indígenas”

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Possibilidade de aplicação da literatura de Conceição Evaristo em contextos formais e informais de ensino

“A obra de Conceição Evaristo apresenta muitas possibilidades de inserção em contextos educacionais e formativos, tanto pelo seu potencial enquanto texto literário, ou seja, a possibilidade de ampliação de horizontes de expectativas dos leitores e criações de conexões com outros textos e vivências, quanto pelo conteúdo que seus textos vinculam e que permitem reflexões críticas sobre nossa realidade imediata e sobre o nosso passado enquanto nação”.

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Jogo de desvelamentos: representações negras na obra de Conceição Evaristo

“Subvertendo tal paradigma, trazendo mulheres que ecoam vozes outras de experiências coletivas, Evaristo inscreve-se no cânone e traz consigo personagens e pessoas outrora marginalizadas”.

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Mãe, onde foi mesmo enterrado meu umbigo?: memória, ancestralidade e escrevivência negra feminina

“O racismo epistêmico impede que tenhamos acesso facilitado à história e às culturas africanas [...]”

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Da Evaristo à construção do imaginário coletivo

“A baixa oferta de transporte público deflagra a descentralidade da moradia da personagem; a falta de condições de custear o transporte aponta a informalidade de sua profissão; por fim, seu cansaço é pleno, sem margem para ironias clariceanas - essa capacidade de sintetizar muitas informações de forma orgânica e em muitos momentos poética é característica da escrita evaristiana.”

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Escrevivência, ancestralidade e a mulher mãe em “Meu rosário” de Conceição Evaristo

“Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques do meu povo” (EVARISTO, 2008, p. 16-17) é a presença das memórias do povo africano que são trazidas pela autora nos versos do poema; memórias do canto, da dança, da festa e da alegria; memórias que há muito vinham sendo adormecidas pelos brancos, que dominaram tudo e fizeram o possível para adormecer essa alegria.”

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