A África-mãe, a mãe Angola: o arquétipo materno na poesia Agostinho Neto, Viriato da Cruz e Alda Lara

“A ideia de mãe sempre permeou a sociedade humana, criada e fortalecida através de um imaginário coletivo e social, quiçá, consciente e inconsciente. Tal ideia, com o passar das eras, foi se estabelecendo enquanto um arquétipo, desdobrando-se em ideias como “Grande-Mãe” e “Mãe-Terra”. O continente africano assumiu metaforicamente a roupagem dessas “mães”, transformando-se na “Mãe-África”, ideia que configurou a literatura africana de Língua Portuguesa desde tempos coloniais”.
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Mulheres negras e aborto: diálogos sobre um processo de resistência

“Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as concepções trazidas pelo corpo negro em exílio e suas ruínas – essencialmente a representação da mulher negra no espaço ibero-americano – através da obra constituída por quinze contos intitulada Olhos d’água, enunciada por Conceição Evaristo (2018). [...] as vozes das narrativas dialogam com experiências intermediadas por uma terceira via, unindo o campo do real com o ficcional em notória sensibilidade e crítica à uma sociedade patriarcal marcada pela desigualdade”.
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Conceição e elas: as ruínas da escrevivência

“Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as concepções trazidas pelo corpo negro em exílio e suas ruínas – essencialmente a representação da mulher negra no espaço ibero-americano – através da obra constituída por quinze contos intitulada Olhos d’água, enunciada por Conceição Evaristo (2018). [...] as vozes das narrativas dialogam com experiências intermediadas por uma terceira via, unindo o campo do real com o ficcional em notória sensibilidade e crítica à uma sociedade patriarcal marcada pela desigualdade”.
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Aquilo que não morre: a encruzilhada no canto-poema do coletivo Obi Ebó

“Não é fácil escrever um ensaio sobre uma obra poética que não se enquadra nos moldes da literatura e da teoria literária ocidentais. Estamos diante de uma produção literária negra, que dialoga diretamente com as epistemes e epistemologias africanas e afro-brasileiras. [...] O canto-poema do coletivo Obi Ebó toma como referente estético Esú (Exu) orixá da palavra, da comunicação, abridor de caminhos, entre outras características [...]”
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A criança terreiro produção e saberes apontamentos

“Esse artigo tem como finalidade realizar alguns apontamentos acerca das práticas educativas infantis no terreiro de matriz africana tendo como foco do modo que crianças veem sendo constituídas nesses espaços? Dentro desse paradigma busco direcionar o olhar para a prática do ensino do Terreiro, a partir da narrativa das crianças’.
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A luta da mulher quilombola

“Sem a titulação muitas atividades de geração de renda ficam comprometidas e as comunidades são sumariamente atacadas por fazendeiros e grileiros da região que adentram em seus territórios desrespeitando e ameaçando seu espaço e seu modo de vida.”
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Racismo e juventude negra

“Refletir sobre a invisibilidade e vulnerabilidade social da juventude negra é pensar numa estrutura racial que produz Epistemicídio e genocídio [...]”
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Das fronteiras do fantástico, do mágico ao realismo animista em Lueji: o nascimento de um império, de Pepetela

“As narrativas que compõem as literaturas africanas trazem, frequentemente, contextos históricos e sociais em que elas estão inseridas. Nelas se encontram fortes atributos do universo das culturas e tradições africanas. A atuação e influência vital dos antepassados na rotina dos vivos – os rituais/cultos, as forças ocultas, a crença em amuletos, entre outras superstições, parecem revelar uma diferença entre os modos de concepção dos gêneros da literatura ocidental e africana. [...]
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África em quadrinhos: um estudo sobre a imagem de África e africanos em HQs estadunidenses

Artigo analisa a produção de quadrinhos norte-americanos, na segunda metade do século XX, período em que ocorrem diversos processos de independência de países no continente africano. O objetivo é possibilitar a visualização da representação dessas novas nações africanas que estão para surgir (ou do continente de maneira geral) e dos povos que as compõem.
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Geografias da repressão (1889 – 1903): africanos “feiticeiros” na Freguesia de Sant´Anna.

“A República Brasileira nasce laica em 1889. Porém, nem todas as experiências religiosas possuíam liberdade para pleno culto. O Código Penal de 1890, promulgado antes mesmo da primeira Constituição da República, atrelava práticas comuns à determinadas religiões como crime. Nesse trabalho serão apresentados casos de batidas policiais ligados à essa repressão à religiosos. Casos que aconteceram na Freguesia de Sant’Anna na Cidade do Rio de Janeiro entre 1890 e 1903”.
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De dentro pra fora: a influência dos falares de santo nas sociabilidades dos jovens de terreiro

“[...] como os falares africanos que são utilizados por diferentes jovens de terreiros, fora desses espaços sagrados, evidenciam etnicidades? Pensando portanto, que meu objeto de estudo desenha um referencial metodológico que se centra nos jovens, como sujeitos da pesquisa, é que busquei operacionalizar o método da etnografia utilizando técnicas voltadas para a escuta dos falares africanos que estes jovens pronunciam quando estão em ambientes de suas sociabilidades (escola, lazer, entre outros)”
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Alguns negros intelectuais no LEAFRO

O artigo tem como objetivo refletir sobre as relações raciais no Brasil a partir de olhares e subjetividades de alguns negros intelectuais membros do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros (LEAFRO), da UFRRJ.
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A trajetória da educação nas comunidades quilombolas

“[...] os olhares diferenciados para as comunidades quilombolas, se faz imprescindível de tal forma podendo enaltecer a Educação Escolar Quilombola, que se constitui numa ação afirmativa desconstruindo o amuleto das injustiças históricas, de intervir e dissolver as marcas colonizadoras imbricadas nos saberes escolares [...]”
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Quilombos: a luta pela identidade

“[...] todo gestor/a das escolas em comunidades quilombolas deve-se perguntar e procurar as respostas. O que é histórica e culturalmente esta ou tal comunidade na qual gestiono? O que é quilombo? Qual é agenda deste povo? Qual tipo de educação quer?”
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Memórias da infância na narrativa: O nascer do sol de Luandino Vieira

“[...], a compreensão das representações da infância na literatura angolana vem ganhando espaço desde o embrião literário angolano. É com esse intuito que é trazido o conto “O nascer do sol” de José Luandino Vieira publicado em 1955, onde carrega consigo momentos diversos da infância não só do escritor, mas em geral levando consigo a história de Angola. [...]”
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Poética diaspórica, ou o canto ambulante de Alda Lara

“O leitmotiv da poesia da Alda Lara é o movimento, migração, o deslocamento, livre ou forçado, literal ou imaginário, etc. de um lugar para outro, de uma nação para outra, de um estado psicológico, físico e emocional para outro, ou seja, a migração ou viagem do homem, do sentido, do pensamento, do sentimento, do self, etc. em busca de significado, de identidade, de nação, de pertencimento e sossego (de lugar de existir) num tempo colonizado e conturbado pela maldade humana e num espaço-mundo em desmoronamento [...]”
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O testamento do Sr. Napumoceno e os elementos de sua narrativa

“O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo é um romance que retrata a vida de um dos mais bem-sucedidos homens de negócios de S. Vicente, em Cabo Verde, revelando intimidades, paixões e a existência de uma filha, somente após sua morte. Esta é uma obra do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, cuja narrativa abarca passagens da história de Cabo-verde entre os anos de 1940 e 1975”
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A penetração dos colonos e as suas missões em África

“O trabalho consiste em estudar o processo da colonização política e identificar as principais causas das explorações portuguesas das margens da costa da Guiné ao interior da África. O artigo traz à tona o conceito da palavra “África” e fala das três grandes divisões do continente africano: a divisão feita a partir do deserto do Saara; em termos dos aspectos geográficos e demográficos e a partilha africana”.
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A umbanda como patrimônio cultural material e imaterial

“Embora a Constituição de 1988 consagra a laicidade do Estado brasileiro e garanta liberdade de crença e de exercício para cultos religiosos, muitas pessoas ainda agem de forma preconceituosa em relação às religiões afro-brasileiras. A escravidão impôs aos negros, a cultura europeia e cristã, destruindo, de alguma forma, a identidade social e religiosa negra, e ainda hoje se encontra aqueles que concebem a Umbanda como uma seita, o que lhe diminui o status de religião”.
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